Dados do IBGE apontam que MS tem 2º maior crescimento do país, mas PIB segue como o 15º
Com 13,4
Mato Grosso do Sul registrou em 2023 a segunda maior taxa de crescimento econômico do país, segundo dados do Sistema de Contas Regionais divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14). O estado avançou 13,4% em relação ao ano anterior, ficando atrás apenas do Acre, que cresceu 14,7%.
Apesar do salto, MS continua ocupando a 15ª posição no ranking nacional de Produto Interno Bruto (PIB), mantendo a mesma colocação de 2022. O PIB estadual somou R$ 184,4 bilhões, o que representa 1,7% da economia brasileira.
Agro impulsiona resultado
O principal motor desse crescimento foi a agropecuária, especialmente o cultivo da soja, que teve forte expansão em 2023. O setor registrou R$ 41,8 bilhões em Valor Adicionado Bruto, bem acima dos R$ 33,6 bilhões de 2022. Com isso, sua participação na economia estadual subiu de 20,2% para 22,7%
Outro segmento que também contribuiu foi o de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos, impulsionado pela geração hidrelétrica. No total, o Valor Adicionado Bruto de todos os setores chegou a R$ 161,4 bilhões.
Crescimento forte, posição estável
Mesmo com a performance acima da média, a participação sul-mato-grossense no PIB nacional não mudou. Assim como em 2022, o estado respondeu por 1,7% da economia do país.
No longo prazo, porém, há evolução. Entre 2002 e 2023, MS aumentou sua fatia no PIB nacional de 1,1% para 1,7%.
5º maior crescimento em 21 anos
O levantamento do IBGE também mostra que, de 2002 a 2023, Mato Grosso do Sul teve o 5º maior crescimento médio do Brasil, com avanço anual de 3,7%. Apenas Mato Grosso, Tocantins, Roraima e Acre cresceram mais no período. Já estados como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro ficaram entre as menores taxas.
O PIB per capita, indicador que considera o tamanho da economia dividido pela população, foi de R$ 66.884,75 em 2023. O valor é 53,2% maior que em 2020, mas, mesmo assim, MS caiu da 5ª para a 6ª posição no ranking nacional.
O Distrito Federal segue na liderança, com R$ 129,7 mil por habitante, seguido por Mato Grosso e Santa Catarina.
Fonte: Midiamax


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