Figurinhas falsas e sites golpistas: saiba como evitar problemas para completar álbum
Mercado de figurinhas alternativas cresce como opção, mas sites falsos aplicam golpes
A Copa do Mundo de 2026 movimenta diversos torcedores pelo mundo que buscam completar o álbum de figurinhas. Produzida pela editora italiana Panini, a edição do colecionável de 2026 é a maior da história, com 980 figurinhas a serem coladas.
Com a necessidade de alto investimento para conseguir todos os jogadores, brasões, elencos e figuras especiais, surge o mercado alternativo das figurinhas falsificadas, vendidas de maneira não oficial. Os cromos alternativos são vendidos, principalmente, pela internet, onde postagens anunciam figurinhas “quase idênticas às originais” em formato PDF, para o próprio consumidor imprimir.
Apesar dos produtos serem uma opção mais barata às originais, que custam R$ 1 por figurinha, as vendas das figurinhas falsas podem atrapalhar quem pretende completar o álbum da Copa de forma legal e com figurinhas originais. O problema pode aparecer, sobretudo, nas trocas – essenciais para conseguir os cromos restantes -, em que figurinhas falsas podem passar despercebidas e trocadas por originais.
No entanto, alguns detalhes podem ajudar a identificar a originalidade dos colecionáveis. No dia 22 de maio, policiais da DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial) apreenderam 200 mil figurinhas do álbum da Copa. Os agentes identificaram que as falsas são mais escuras, opacas e com menor resolução que as originais. Além disso, as falsificadas costumam ter envelopes com papel mais grosso e poroso.
Já para quem quer se prevenir de comprar errado, deve priorizar lojas confiáveis, como bancas de jornais, redes de supermercados ou o site oficial da editora. Preços abaixo do comum (R$ 7 por envelope) podem indicar procedência duvidosa.
Sites golpistas
Além das figurinhas falsificadas, há sites golpistas que se passam por lojas oficiais. Levantamento da Kaspersky, empresa de cibersegurança, identificou um aumento de 720% no número de domínios fraudulentos de venda de figurinhas da Copa. Em abril, eram cerca de 20 sites, número que subiu para 164 em meados de maio.
Os sites reproduzem o layout de lojas oficiais para enganar os consumidores. Mesmo nos domínios fraudulentos, há etapas como botões de carrinho, simulação de frete e seção de produtos relacionados.
Além disso, as páginas, muitas vezes, exibem informações como CNPJ, endereço e contatos, todos falsos, na tentativa de aumentar a credibilidade.
Para se proteger, a orientação de órgãos de segurança é verificar elementos básicos como:
- HTTPS;
- link do site correto;
- políticas de privacidade e;
- informações de contato verificáveis.
Também é crucial evitar fazer as compras por meio de links recebidos via mensagens, e-mail e redes sociais, já que podem redirecionar o consumidor para um site fraudulento.
Fonte: Jornal Midiamax

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