Impostômetro revela que cada morador de MS já pagou R$ 5,6 mil de impostos em 2026
Segundo o levantamento, o Estado arrecadou mais de R$ 16,2 bilhões no período; em Campo Grande, o valor registrado chegou a quase R$ 695 mil
Cada morador de Mato Grosso do Sul já pagou, em média, cerca de R$ 5,6 mil em impostos apenas neste ano de 2026. Os dados são do Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo que acompanha em tempo real a arrecadação de tributos no Brasil.
Segundo o levantamento, o Estado arrecadou mais de R$ 16,2 bilhões no período. Em Campo Grande, o valor registrado chegou a quase R$ 695 mil. Os números mostram o impacto da carga tributária no orçamento da população sul-mato-grossense.
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul defende que a população acompanhe mais de perto a aplicação desses recursos. A presidente da entidade, Inês Santiago, destacou o tamanho da arrecadação no Estado.
“De 1º de janeiro até esse momento, Mato Grosso do Sul arrecadou mais de R$ 16 bilhões, 293 milhões. Número que continua crescendo e que amanhã provavelmente vai ser diferente desse. Isso significa dizer que num estado cuja população é de 2.901.000, cada sul-mato-grossense recolheu, em média, para o Estado, 5.600 reais de tributo de janeiro até agora. Esse é um número muito significativo e muito importante”, afirmou.
A dirigente também cobrou que o valor arrecadado seja revertido em melhorias para a população. “Esses 5.600 reais por habitante em Mato Grosso do Sul precisam ser devolvidos para a nossa população em educação, em saúde, em transporte, em infraestrutura, em transporte coletivo que possa efetivamente levar e trazer o nosso trabalhador em condições salubres, em um ambiente climatizado, com uma frota de ônibus realmente que faça jus a uma das tarifas mais caras do Brasil, que no caso é Campo Grande”, disse.
Impostos financiam serviços públicos
Os impostos são cobranças obrigatórias pagas por pessoas e empresas. Eles financiam áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Por isso, acompanhar como esse dinheiro é utilizado também é um direito da população.
Ferramentas como o Impostômetro ajudam a tornar essas informações mais transparentes. A cada compra, emissão de nota fiscal ou salário recebido, parte do valor vai para os cofres públicos.
Para a presidente da FCDL-MS, além da arrecadação, é preciso garantir retorno à sociedade. “Nós sabemos que, para um Estado funcionar, é preciso haver arrecadação. O que nós discutimos, primeiro, é uma arrecadação justa. Segundo, já que ela não é justa, e isso todos nós sabemos, a contraprestação dessa arrecadação tem que estar à altura do que isso custa para a vida de cada sul-mato-grossense e de cada brasileiro”, concluiu.
Fonte: Jornal Miamax


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